Por: A Vida Sacerdotal
Assim começa o segredo:
“Mélanie, o que vou dizer-vos agora não ficará sempre segredo, podereis publicá-lo em 1858.
“Os sacerdotes, ministros de meu Filho, pela sua má vida, sua irreverência e impiedade na celebração dos santos mistérios, pelo amor do dinheiro, das honrarias e dos prazeres, tornaram-se cloacas de impureza.
“Sim, os sacerdotes atraem a vingança e a vingança paira sobre suas cabeças. Ai dos sacerdotes e das pessoas consagradas a Deus, que pela sua infidelidade e má vida crucificam de novo meu Filho!
“Os pecados das pessoas consagradas a Deus bradam ao Céu e clamam por vingança. E eis que a vingança está às suas portas, pois não se encontra mais uma pessoa a implorar misericórdia e perdão para o povo. Não há mais almas generosas, não há mais ninguém digno de oferecer a vítima imaculada ao [Pai] Eterno em favor do mundo”.
Estas palavras iniciais do segredo foram das que causaram mais polêmicas. Sobretudo a referência aos maus sacerdotes que “se tornaram cloacas de impureza”.
Não é raro encontrar até nos escritos de santos e bem-aventurados expressões fortes como esta a respeito de situações deploráveis. É o caso, entre outros, dos escritos da Bem-aventurada Elisabeth Canori-Mora.
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| Beata Isabel Canori Mora |
No processo de beatificação, o censor eclesiástico aprovou o diário da Beata Elisabeth justificando:
“Lamentações deste gênero, expressas por vezes com linguagem ainda mais vibrante, não são absolutamente nenhuma novidade nos escritos dos Servos de Deus, para os quais, se era doloroso ver a corrupção no povo, muito mais era ter que deplorá-la nos ministros do santuário”.
Respondendo à dificuldade dos que achavam inverossímil que os termos “cloaca de impureza” se aplicassem a sacerdotes, Mélanie escreveu em carta ao Pe. Faure: “Eu reconheci uma dezena!”.
Ela se referia ao fato que durante a locução de Nossa Senhora, o fundo do panorama alpino se transformou numa espécie de telão gigante onde os videntes viam representada a realização das palavras de Nossa Senhora.
No tempo de Mélanie havia muitos sacerdotes santos e virtuosos que ela própria conheceu, alguns já canonizados. A respeito destes, o segredo tem uma linguagem totalmente diferente.
Na redação oficial de 6 de julho de 1851, Mélanie escreveu: “Os sacerdotes, as religiosas e os verdadeiros servidores de meu Filho serão perseguidos, e muitos morrerão pela fé de Jesus Cristo”.
Tratado de Castidade
Sto. Afonso M. de Ligório
Excelência da Castidade
Ninguém melhor que o Espírito Santo saberá apreciar o valor da castidade. Ora, Ele diz: “Tudo o que se estima não pode ser comparado com uma alma continente” (Ecli 26, 20), isto é, todas as riquezas da terra, todas as honras, todas as dignidades, não lhe são comparáveis. Santo Efrém chama a castidade de “a vida do espírito”; São Pedro Damião, “a rainha das virtudes”; e São Cipriano diz que, por meio dela, se alcançam os triunfos mais esplêndidos. Quem supera o vício contrário à castidade, facilmente triunfará de todos os mais; quem, pelo contrário, se deixa dominar pela impureza, facilmente cairá em muitos outro vícios e far-se-á réu de ódio, injustiça, sacrilégio, etc.
A castidade faz do homem um anjo. “Ó castidade, exclama Santo Efrém (De cast.), tu fazes o homem semelhante aos anjos”. Essa comparação é muito acertada, pois os anjos vivem isentos de todos os deleites carnais; eles são puros por natureza; as almas castas, por virtude. “Pelo mérito desta virtude, diz Cassiano (De Coen. Int., 1. 6, c. 6), assemelham-se os homens aos anjos”; e São Bernardo (De mor. et off., ep., c. 3): “O homem casto difere do anjo não em razão da virtude, mas da bem-aventurança; se a castidade do anjo é mais ditosa, a do homem é mais intrépida”. “A castidade torna o homem semelhante ao próprio Deus, que é um puro espírito”, afirma São Basílio (De ver. virg.).
O Verbo Eterno, vindo a este mundo, escolheu para Sua Mãe uma Virgem, para pai adotivo um virgem, para precursor um virgem, e a São João Evangelista amou com predileção porque era virgem, e, por isso, confiou-lhe Sua santa Mãe, da mesma forma como entrega ao sacerdote, por causa de sua castidade, a santa Igreja e Sua própria Pessoa.
Com toda a razão, pois, exclama o grande doutor da Igreja, Santo Atanásio (De virg.): ‘Ó santa pureza, és o templo do Espírito Santo, a vida dos Anjos e a coroa dos Santos!”. Grande, portanto, é a excelência da castidade; mas também terrível é a guerra que a carne nos declara para no-la roubar. Nossa carne é a arma mais poderosa que possui o demônio para nos escravizar; é, por isso, coisa muito rara sair-se ileso ou mesmo vencedor deste combate. Santo Agostinho diz (Serm. 293): “O combate pela castidade é o mais renhido de todos: ele repete-se cotidianamente, e a vitória é rara”. “Quantos infelizes que passaram anos na solidão, exclama São Lourenço Justiniano, em orações, jejuns e mortificações, não se deixaram levar, finalmente, pela concupiscência da carne, abandonaram a vida devota da solidão e perderam, com a castidade, o próprio Deus!” Por isso, todos os que desejam conservar a virtude da castidade devem ter suma cautela: “É impossível que te conserves casto, diz São Carlos Borromeu, se não vigiares continuamente sobre ti mesmo, pois negligência traz consigo mui facilmente a perda da castidade”.
Por: Terra
Uma escola pública em Fremont (Nebraska, Estados Unidos) que proibiu uma menina de 12 anos de levar um rosário para a sala de aula provocou uma polêmica sobre a liberdade de culto.
A escola afirmou que a proibição só se aplica a alguns grupos que utilizam o rosário como símbolo de pertinência a uma gangue, mas a principal organização em defesa dos direitos civis no país, a União Americana de Liberdades Civis (ACLU, na sigla em inglês) interveio no caso, informou nesta terça-feira a rede de televisão local KETV Omaha.
Segundo a ACLU, esta medida viola os direitos da menina, Elizabeth Carey, em expressar suas crenças religiosas, estabelecidos na primeira emenda da Constituição americana. Elizabeth recebeu uma notificação do distrito escolar de Fremont no qual era advertida que seu uso do rosário como um colar violava o código de vestimenta em sua escola, ao poder ser interpretado como um símbolo de pertinência a uma gangue. “Minha decisão é defender Jesus e farei o que possa para deter isto”, disse a garota.
“Somos conscientes das sérias preocupações sobre as gangues nos colégios, mas as escolas públicas de Fremont devem demonstrar que existe uma conexão concreta com estes grupos antes de limitar a liberdade de expressão dos estudantes e seus direitos religiosos”, disse Amy Miller, diretora da ACLU em Nebraska.
A Igreja também reagiu perante a proibição e o chefe da Arquidiocese Católica de Omaha, o reverendo Joseph Taphorn, opinou que os cristãos não deveriam ter de renunciar a um símbolo porque as gangues fazem um mal uso do mesmo. No entanto, o superintendente das escolas públicas de Fremont, Steve Sexton, alegou que manipularam a medida para fazer dela uma questão religiosa.
“Há aqueles que querem fazer deste tema algo religioso quando só tem como objetivo criar um ambiente seguro para nossos estudantes”, declarou. “Se a ACLU tem outro ponto de vista, escutaremos com prazer, mas o fato é que já há um ano que foram alertados que o uso do rosário como joia implicava uma afiliação a uma gangue”, acrescentou Sexton.
A caridade é o coração da vida cristã
Por: Rádio Vaticano
O encontro com o outro e abrir o coração ás suas necessidades são ocasião de salvação e de bem-aventurança. Foi o que disse o Papa encontrando os sócios do Circulo de S. Pedro, em proximidade da festa da Cátedra de S. Pedro, celebrada domingo passado, uma circunstancia que oferece a este organismo a ocasião de manifestar a fidelidade peculiar á Sede Apostolica. O Papa saudou todos os membros acompanhados pelo assistente eclesiástico e guiados pelo seu presidente geral que em palavras de saudação ao Papa recordou como Circulo de S. Pedro (”, instituição empenhada no serviço aos mais desfavorecidos) procura responder da melhor maneira com o empenho de todos os seus sócios aos pedidos de ajuda que nos últimos tempos, muito aumentaram.
A caridade como coração da vida cristã. É o sentido do discurso de Bento XVI aos sócios do Circulo de S: Pedro fundado em Roma em 1869 e empenhado em múltiplas actividades de caridade e de assistência. A quaresma apenas iniciada, recordou o Papa , é um tempo propicio para que com a ajuda da Palavra de Deus e dos sacramentos nos renovemos na fé e no amor a nível pessoal e comunitário. Um percurso marcado pela oração e pela partilha, pelo silencio e pelo jejum, na expectativa de viver a alegria pascal. “Hoje como ontem, o testemunho da caridade toca especialmente os corações dos homens, a nova evangelização, especialmente numa cidade cosmopolita como Roma, exige grande disponibilidade e abertura”, salientou o Papa.
Bento XVI recordou a obra que o “Circulo de São Pedro” tem feito na capital italiana, junto dos pobres, dos doentes e das famílias, bem como o seu “empenho missionário” no exterior. A associação desenvolve atualmente trabalho no continente asiático, nomeadamente no Laos, e aposta também na recolha de fundos em todo o mundo. “Numa altura em que a cultura contemporânea parece ter esquecido a distinção entre o bem e o mal, é preciso reafirmar com força que o bem existe e é vencedor”, apontou o Papa.








